terça-feira, 15 de maio de 2012

Música House, Acid House e Raves


O que é música House?

A música House é um estilo musical surgido em Chicago, nos Estados Unidos, na primeira metade da década de 1980. Em seus primórdios, era uma derivação da música Dance tocada no clube “The Wharehouse” (o único em Chicago na época), onde o Dj Frankie Knuckles – considerado por muitos como o “pai” da House - discotecava suas músicas de forma peculiar, que, ao invés de ser composta por hits Disco da década de 70, eram músicas do “underground”, desconhecidas pelo grande público, com uma batida mais sólida, linhas de baixo pesadas e um groove com bastante swing.

A origem do nome House, alvo de diversas teorias, teria surgido em Chicago, mais precisamente na loja de música “Imports”. Diversos Dj´s visitavam a loja em busca dos discos que eram tocados no clube “The Wharehouse”, que, por não ter um estilo musical definido, era chamado apenas de “música da Wharehouse”. Ao longo do tempo, o nome foi simplificado, restando apenas o “house”.



O elemento comum de quase toda música House é uma batida em 4/4 baseada em ritmos dançantes e repetitivos. O ritmo é dado pelas “drums machines”, “hi-hat chimbals”, linhas de baixo sintetizadas e, em muitos casos, acréscimos de “samples”, ou pequenos fragmentos de voz ou instrumentos de outras músicas. Mais tarde, com novas influências e vertentes, foram incluídas as “turntables”, os sequenciadores e os computadores pessoais. Com influência direta da tecnologia, o BPM (batimentos por minuto) da música House aumentou, tornando-a mais rápida, em um batimento por volta de 120 BPM. Apesar de toda a influência da música Disco, o House é muito mais eletrônico e minimalista, onde o groove e o ritmo são mais importantes do que a melodia em si, que no estilo House, também se comporta de maneira repetitiva e enfática.

A maioria dos projetos (desenvolvidos por DJs e produtores) e grupos de House tem como origem a Itália, a Alemanha e a Bélgica, além dos EUA e Reino Unido. A musica “On and On”, produzida em Chicago pelo Dj Jesse Saunders, é conhecida como a primeira gravação House.




O House começou a influenciar a música pop na Europa com hits como “House Nation” do House Master Boyz and the Rude Boy Of House (1987) e "Doctorin’ The House" do Coldcut (1988). Na metade da década de 80, a música House já era popular no Reino Unido, se espalhando por toda a Europa ao longo da década. Em 1990, o House já era tocado em todo o mundo e fazia parte do “mainstream”. Artistas como Madonna e Bjork incorporaram o estilo em seus respectivos trabalhos e, até hoje, a música House continua bastante viva e popular.

Acid House e as primeiras raves:

Acid House foi uma sub-vertente da house surgida na metade da década de 80, em Chicago, num trabalho chamado "Acid Traxx", feito pelos produtores DJ Pierre, Adonis, Farley Jackmaster Funk e Phuture. O Acid House é uma mistura de elementos da House com sons mais pesados e graves, os primeiros Dj´s do gênero utilizavam o sintetizador Roland TB-303 para dar este efeito, que foi descoberto acidentalmente. O nome “Acid” surgiu devido ao consumo de drogas como Ecstasy e LSD (chamado vulgarmente por acido) – substâncias populares nos clubes. O Dj Phuture, com sua faixa chamada “Acid Trax”, é considerado por muitos o responsável pelo nome do gênero.



No início o Acid House era apenas um fenômeno urbano de Chicago, porém em 1987 já estava agitando festas na periferia de Londres e tocando em rádios piratas inglesas. Em 1988, durante o “Summer Of Love”, o Acid surgiu com tudo atingindo as paradas de sucesso, tocando nas principais rádios do país.

As festas de Acid House deram origem às primeiras raves. No começo, as festas eram em lugares fechados e apenas para convidados. Porém, a força do novo estilo impulsionou as festas para lugares maiores e afastados dos grandes centros, devido ao grande público que as festas recebiam. A idéia de rave teria surgido em Ibiza, onde haviam festas promovidas ao ar livre, idéia que, posteriormente, foi levada à Londres.



No começo dos anos 90, o Acid House perdeu força, porém deixou uma grande influência na cultura popular e na música eletrônica, influenciando estilos como o Trance, Goa Trance, Psy Trance, Breakbeat, Big beat, Techno, Trip-hop e inclusive a música House moderna.

A faixa "Forever in Love" do projeto Sylver (2003), utiliza uma linha de baixo inteiramente influenciada por sons "Acid".





Integrantes: Christiano Gonçalves Squeff, Diogo Michelini, Victor Diaz Fuentes, Henrique Armendani, André Funaro Mortara,  Thiago Ferreira, Rene Senna.


Techno


  • História

Techno é um estilo musical eletrônico que surgiu em meados dos anos 80 nos Estados Unidos, tendo influencias alemãs e sendo desenvolvido na cidade de Detroit, onde mais pra frente foi adotado por produtores europeus. O Techno arts grafic foi um dos primeiros technos a surgir. Foi desenvolvido em primeiro lugar em estúdios amadores pelos “The Belleville Three”, um trio de homens afro-americanos que estudavam em uma faculdade próxima a Detroit, em Michigan.

  
Juan Atikins, Derrick May e Kevin Saunderson.

Colecionadores de fitas mixadas, Derrick May, Kevin Saunderson e Juan Atkins encontraram inspiração na Midnigth Funk Association, um programa de rádio eclético, de aproximadamente 5 horas, que ia ao ar de madrugada em várias estações de rádio de Detroit. O programa era comandado pelo Dj Charles Johnson, desde 1977 até 1980.Este programa proporcionava doses pesadas de sons eletrônicos como os de Kraftwerk, Tangerine Dream entre outros. 

Inicialmente o techno era uma musica feita para tocar em festas mixada diariamente em programas de rádio e tocadas em clubes estudantis de Detroit. Estes jovens promoters criaram e deselvolveram a cena de dance music local captando os gostos da audiência local e produzindo festas com Djs inovativos e uma musica moderna e eclética.

Locais como centros de atividades de igrejas, galpões abandonados, escritórios e auditórios foram as primeiras localizações aonde o público (na sua grande maioria menores de idade) se reuniame onde o estilo e a forma musical do techno foi definida. 



A musica cresceu de uma forma tão grande que foi possível criar seu próprio club, O Music Institute.
Ele foi fundado por Chez Damier,Derrick May e outros poucos investidores.Apesar de não ter durado muito tempo, esse clube ficou conhecido Internacionalemente pelos seus Sets que duravam a noite inteira,suas espaçosas salas brancas e seu bar de sucos (O instituto jamais vendeu bebidas alcóolicas). O techno, rapidamente, começou a ser visto pelos seus criadores e pelos produtores que se ligaram ao estilo como uma expressão da angústia pós-industrial. Também tomou por orientação temas High-Tech e de Ficção Científica. 

  • Músicas Techno

Juan Atkins (Model 500) - No UFO's



Cybotron - Clear


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ambient Music e Brian Eno

  • O que é a Ambient Music?
   A Ambient Music (Música Ambiente) é um gênero musical que incide essencialmente sobre as características timbrais de sons, muitas vezes organizados ou executados para evocar uma "atmosfera sutil", "visual" ou qualidade "discreta". Ou seja, é uma música "de acompanhamento".
Ela consiste em deixar fluir os sons não convencionais tranquilizando a nossa mente e corpo para que façamos parte dessa experiência.
   Possui um alto valor artístico que incentiva à reflexão e ao discernimento - portanto, em vez da conformidade do muzak¹ usual, a Ambient Music é altamente subversiva.

¹muzak: também conhecida como "música de elevador" - apesar de sua sonoridade ser muito parecida com a Ambient Music, ela permanece em um looping infinito, sendo assim uma música repetitiva e sem alterações, o que é contrário ao conceito da música ambiente, que parte do princípio de uma música generativa

  • História
   A Ambient Music inicia-se em meados do século XX, apesar da ideia de uma música ambiente ser muito anterior à Brian Eno, foi ele quem cunhou o termo.

"Para criar uma distinção entre meus próprios experimentos nessa área e os produtos dos vários fornecedores de 'música enlatada', criei o termo Ambient Music."

   Durante a Primeira Guerra Mundial surgem dois movimentos artísticos - Futurismo e Dadaísmo - significativos para a experimentação com várias formas musicas não tradicionais.
Estes movimentos atraíram músicos experimentais e da "anti-música" tais como Francesco Balilla Pratella do movimento do futurismo da pré-guerra, Kurt Schwitters e Erwin Schulhoff do movimento de pós-guerra, e Erik Satie (precursor da música ambiente), tendo o dadaísmo como um papel influente em seu desenvolvimento musical.

 "Poderíamos pensar nas ações dadaístas, na aleatoriedade de seu processo. No movimento Dada tem-se a abertura para o fluxo da vida e a negação de qualquer valor que transcenda a espontaneidade da criação. Com isso, o movimento toma um caráter de antiarte, refutando todo tipo de premissa que tenha como fim o objeto concebido a priori, anteriormente a sua realização na realidade. Contando com o espaço da vida, as obras dadaístas são entregues, em sua maioria, ao acaso e os objetos são esvaziados de interioridade. [...]
Se há a ausência de uma idealização abstrata ao objeto, então a vida pode ser arte e a arte pode ser a própria vida, uma vez que a externalidade da obra agora flui para fora de seu limite.
E é nesse terreno que se encontra a Música de mobiliário de Erik Satie. [...] a música de mobiliário carrega elementos que podem ser identificáveis com o Dada. [...] Se a música é feita para preencher o espaço assim como uma cadeira, como um quadro ou como qualquer outro móvel em uma sala, os ruídos da vida penetram nela e se misturam a sua melodia, inserindo sons aleatórios em sua composição."

(Oliveira, Ana Marcela França de. Acontecimento: Espaço-Tempo em Mirrored Cubes e na Música de Mobiliário.)



  •  Eric Alfred Leslie Satie(1866 - 1925)
   Eric Alfred Leslie Satie, mais conhecido como Erik Satie (Honfleur, 1866 - 1925), foi um compositor  e pianista francês. Relevante no cenário de vanguarda parisiense do começo do século XX, foi o precursor de movimentos artísticos como minimalismo, música repetitiva e teatro do absurdo.
   A música de Satie foi na altura apreciada por poucos e desprezada pela maioria dos compositores e críticos musicais. Diversas fragilidades lhe costumavam ser apontadas, a mais importante das quais se referia à sua deficiente formação enquanto compositor e pianista. Dizia-se então que as suas miniaturas musicais com escalas pouco convencionais, harmonias estranhas e uma total ausência de virtuosismo instrumental eram apenas o reflexo de um compositor de fracos recursos técnicos.
Satie foi um dos precursores do minimalismo, abolindo as estruturas complexas e sofisticadas, com absoluto despojamento e simplicidade da forma. Seu primeiro exemplo foi a peça Vexations (1893), formada por 32 compassos que se repetem 840 vezes.
   Pode-se dizer que a ideia da música ambiente foi iniciada por Satie, a música de mobília (Musique d'ameublement) é a própria concepção do que viria ser a Ambient Music.

Curiosidade:
   Satie compôs peças que eram tocadas no intervalo dos concertos, enquanto as pessoas conversavam. Segundo ele, eram músicas que faziam parte dos ruídos naturais. Mas sua música não funcionava porque as pessoas insistiam em ficar quietas prestando atenção ao seu desempenho. Daí ele gritava nervoso: "Falem alguma coisa! Mexam-se! Não fiquem aí parados só escutando!". Na época sua ideia pareceu uma piada.

Música de Eric Satie

  • Música Minimalista
   A proposta original dos minimalistas era de influenciar o ouvinte não pelo plano emocional ou intelectual, mas um plano acima, o intuitivo, estimulando suas ondas cerebrais a "entrar em alfa", isto é, assumir um padrão típico de estados de meditação do Yôga.
Algumas das características da música minimalista são o uso de repetição, frequentemente de pequenos trechos, com pequenas variações através de grandes períodos de tempo; estaticidade, na forma de tons executados durante um longo tempo e ritmos quase hipnóticos.

  • Música de Mobília
   A Música de Mobília de Erik Satie incorpora elementos da música minimalista. O seu andamento baseia-se em repetições, supondo-se um esvaziamento de qualquer tipo de expressividade, em favor da neutralidade. O ouvinte não necessita mais de uma passividade para captar a composição, ele torna-se parte dela, pois é necessária sua presença corporal para a produção dos ruídos característicos da vida e para, assim, realizar a obra em sua totalidade.
É válido lembrar que a ideia de "música de mobília" iria ser abordada mais tarde pelo teórico musical experimentalista John Cage. Sua obra mais famosa, 4'33'', nos faz refletir sobre a importância do silêncio, assim como sua própria inexistência e a incorporação do som ambiente como parte da obra, ou melhor, como foco da obra.

Brian Eno

   Brian Peter George St. Jean le Baptiste de la Salle Eno, nascido em 15 de maio de 1948, Woodbridge, Inglaterra. É músico, compositor e produtor musical, um dos maiores responsáveis pelo desenvolvimento da Ambient Music.

   Famoso pelo uso de sintetizadores, utilizando-os em diversos trabalhos, como nos dois primeiros álbuns do grupo Roxy Music.

   1978 foi o ano que o termo 'ambiente music' foi cunhado, com o seu álbum 'Ambient 1: Music for airports', onde definiu sua música como: "feita para alcalmar e pensar".
   Entre 1973 e 1977 Eno compôs 4 álbuns solo. Em 1983 ele compôs a trilha sonora do filme: 'Apollo', documentário onde teria apenas a música de Eno junto com imagens. Houve algumas alterações no filme, seu nome passou para 'For all mankind', foi adicionado narrativas e filmes, onde a trilha sonora de Eno era usada com menos frequência. A atmosfera passada por Eno nesse álbum foi algo que o homem até então não havia sentido, ouvido.

   Nos anos entre 1977-1979 Eno trabalhou junto com David Bowie na 'Trilogia de Berlin' (nos álbuns: 'Low', 'Heroes' e 'Lodger'). 1994 foi o ano de Brian trabalhar para a Microsoft, compondo os sons do novo Windows 95. Em 2007 e 2011 Brian trabalhou junto com Coldplay nos álbuns: 'Viva la vida or death and all his friends' e 'Mylo Xyloto'). 2008 foi a vez da EAGames, Eno compôs a trilha sonora do jogo 'Spore'.

   Brian Eno também desenvolveu aplicativos de música generativa para IOS, chamados 'Bloom',  'Air', 'Life' e 'Trope'. Onde o intuito é você clicar na tela e dependendo de onde clicar e quanto tempo, fará um som diferente.

   Além desses aplicativos, Eno fez um jogo de cartas, como se fosse uma adaptação do oráculo chinês I-Ching. Um baralho de cartas recomendando, aleatoriamente, estratégias artísticas para solucionar dilemas. Aqui vão alguns exemplos de cartas : 'Coloque o problema em palavras tão claras quanto puder.' 'Apenas um elemento para cada tipo.' 'O que seu melhor amigo faria?' 'O que aumentar? O que reduzir?' 'Tente imitar!' 'Honre um erro como uma intenção escondida.' 'Não tenha medo de clichês.' 'Não faça nada durante o maior tempo possível.'

   “Essas cartas podem ser usadas como um pacote, ou retirando uma única carta do monte quando um dilema ocorre em uma situação de trabalho. Neste caso se confia na carta mesmo que não fique claro se ela é apropriada”.

   Vamos falar um pouco sobre a arte generativa.
   Um computador cria trabalhos únicos a partir de parâmetros fixos definidos pelo artista/programador, que define os campos de possibilidade.

   Não há controle absoluto sobre a “obra final”, fazendo gerar uma arte aleatória.

   O papel de Brian Eno foi adaptar a ideia de John Cage (a música generativa) para o ambiente atual.

   “A música generativa tem alguns dos benefícios de ambos seus ancestrais. Como
a música gravada, ela é livre de limitações de hora e lugar – você pode ouvi-la quando e onde quiser. E ela confere uma das outras grandes vantagens da forma gravada: pode ser composta empiricamente. Com isso, quis dizer que você pode ouvir a música ao trabalhar com ela – ela não sofre com o prolongado ‘loop’ de feedback que é característico da música com partitura e desempenhada”.


Brian Eno - An Ending (Ascent)

Windows 95 theme

Grupo: Cíntia Inafuko, Marcio Raimo, Valdinei Rocha

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Krautrock


Krautrock – The Rebirth of Germany.
  “It was a Powerful Pre-punk attitude achieved by the Pioneering few - the Ur-punk, those are the very beginning. Krautrock is what Punk would have been if JohnnyRotten alone had been in charge – a kind of Pagan and Freaout. LSD Explore-the-god-in-you-by-working-the-animal-in-you Gnostic Odyssey.” (COPE, Julian – Krautrocksampler, 1996).

O que é Krautrock ?
No final da década de 1960 estavam ocorrendo diversos movimentos revolucionários em várias partes do mundo, principalmente no campo das artes e foi nesse contexto que surgia na Alemanha os primeiros indícios de uma nova música.
Apoiadas no ensejo da contracultura, que fervilhava através das manifestações artísticas existentes; herdando o inconformismo estético de compositores como Karlheinz Stockhausen, bandas de diversas partes da Alemanha entraram em cena, misturando e principalmente experimentando elementos do rock progressivo e do psicodelismo, surgindo o Krautrock ou a Kosmische Musik, como se autodenominavam.
O objetivo era “alcançar as estrelas, atingir o cosmos”.
São várias as definições de onde esse nome pode ter surgido, mas um fato é consenso: surgiu de um contexto pejorativo!
Acreditamos ser essa a melhor descrição para o surgimento do nome:
“(Kosmische Musik, Kraut, ou ainda Krautwave) é um nome genérico atribuído às bandas experimentais na Alemanha do fim da década de 1960 e começo da década de 1970. Era originalmente um termo utilizado de forma pejorativa pela imprensa musical inglesa, e acredita-se que tenha sido criado por ela a partir da expressão popular Kraut, que significa uma pessoa alemã e por sua vez derivada do prato tradicional alemão chucrute, sauerkraut (literalmente "repolho azedo"). No entanto, muito por causa do sucesso dessas bandas, o termo ganhou mais tarde um significado positivo sendo atualmente visto como um título de reconhecimento ao invés de insulto.” (Wikipédia)
Apesar desse início turbulento, os músicos mantiveram durante todo o movimento atitudes e o idealismo comunista e do coletivo. Apesar de viveram numa Alemanha capitalista, apoiavam os ideais de esquerda.

Características do som:
O Krautrock é uma síntese de influências passando pelo Folk, psicodelia, minimalismo, atonalismo, free jazz, música concreta e eletroacústica e música clássica.
A idéia era ir além de qualquer conceito musical existente e principalmente descartar as influências deixadas pelo Rock e Pop americano/inglês do Pós-Guerra. Queriam construir uma nova identidade que os desvinculasse da imagem deixada pelo Nazismo.
Para isso utilizavam-se de muitas interferências eletrônicas, (principalmente os sintetizadores) e manipulação do som, nos remetendo ao estilo da Música Concreta e da Eletronische Musik, abusavam das dissonâncias, ruídos, colagens sonoras, improvisação e de recursos repetitivos, tendo como principal inspiração Karlheinz Stockhausen.
Bandas como Pink Floyd (em sua fase inicial), La Monte Young, Velvet Underground, Yes, Genesis, Gentle Giant, Beatles, Stooges, Stones, Frank Zappa e os movimentos artísticos pop-art, op-art e o psicodelismo, foram as principais influências dessas novas bandas que se formaram.
O objetivo era criar algo novo com muitos sons diferentes e que, por muitas vezes, não eram passíveis de serem recriados. Não queriam fazer uma música marcada no metrônomo, não buscavam o “click”, preocupavam-se mais com o timbre do que com a melodia.
O Krautrock foi considerado o pré-punk alemão.
História (1968-1977):
Neste período diversas manifestações e movimentos sócio-político-culturais estouravam pelo mundo. A Alemanha passava por série de transformações no Pós-Guerra, os Estados Unidos enfrentavam uma crise política com diversos protestos acontecendo pelo país (Hippies, Panteras Negras, contra a Guerra do Vietnã...) e a Inglaterra tentando combater a crise econômica, assim como os atentados terroristas do IRA, as altas taxas de desemprego, greves e etc.
Somando-se a isso, a busca da criação de uma identidade própria e a negação das influências musicais (Rock e Pop) das culturas inglesas e americanas, (legado deixado com a evacuação das tropas Aliadas após a Guerra); todo esse contexto histórico foram fatores cruciais como fonte de inspiração e para o surgimento do Krautrock, o qual também era uma forma de expressão política e cultural dos músicos envolvidos.
Apesar de terem como influência um grande compositor como Stockhausen, o experimentalismo já não era mais o suficiente para esses músicos. A juventude alemã estava em busca de algo diferente, algo que fosse genuinamente alemão, que os representasse e na maioria dos casos, que não tivesse qualquer influência dos movimentos musicais já existentes e principalmente, das músicas americanas e inglesas.
Por conta do Nazismo, ainda haviam muitas ressalvas com a cultura alemã e tudo que à remetia, incluindo a música. Para mudar esse cenário, foi necessária a reconstrução de uma nova identidade.
Berlim no pós-Guerra ainda era uma cidade dividida, havia dois lados um “calmo” e o outro “tenso” e no meio desse “caos”, em Maio de 68, houve uma grande mudança (greve Geral na França iniciada pelos estudantes, atingindo todas as classes sociais), a qual repercutiu e ajudou na prosperidade da economia germânica e inspirou esses jovens músicos a criarem esse novo movimento, a Kosmische Musik ou o Krautrock.
Na complexa batalha pela construção de uma identidade radicalmente liberta do passado vergonhoso da nação alemã, uma nova geração de bandas cruzou “visões políticas radicais alimentadas pelo fervor estudantil do Maio de 68 com a música libertária enunciada pelos negros americanos no free-jazz, com as experiências de imersão no ruído efetuadas por grupos como os Velvet Underground, com a expansão psicodélica das consciências e, claro, com as possibilidades eletrônicas exploradas primeiro por compositores eruditos como Stockhausen e rapidamente adotadas pelas bandas de rock com os olhos colocados no Cosmos.” (http://blitz.sapo.pt/blitz-44-krautrock-made-in-germany=f59759).

Principais Bandas:

- Amom Dull (Munique): Som não era americano, nem alemão. Se denominavam “música do espaço” , utilizavam a voz como instrumento. Crítica odiou pois achavam que o som da banda não era música. Causaram uma grande revolução na música da época, uma vez que eram contra os estereótipos de felicidade que estavam na Tv, por isso eram chamados de terroristas.
 No início eram compostos por cerca de 12 integrantes, mais convidados que sempre participavam de seus shows. Decidiram se separar em dois grupos por divergências sobre o rumo que o som deveria tomar. Uma parte do grupo queria ser mais experimental, inserindo mais sons eletrônicos e a outra parte queria seguir mais a influência hippie, utilizando-se mais da percussão.



- Tangerine Dream : Influenciados por Stockhausen, faziam sons diferentes. Em 1974 ,são convidados para tocar na  Coventry Catedral em Londres. Não se achavam bons pra tocar na catedral, por isso se acham que o show foi desastre.Preferiam tocar em locais pequenos e festivais simples.


- Can : Mistura de piano, jazz e minimalismo. Faziam letras de crítica a sociedade,mas eram tratados como loucos pela sociedade da época.  - Frases dos músicos “ Nós tocamos a vida em Munique” e do singular vocalista  “Eu não tenho muitas memórias porque estava chapado a maior parte do tempo” 



Neu!  Se denominavam “Beatles Eletrônico”. Comparavam suas músicas com um rio, onde sempre faz o mesmo curso,porém com sons diferentes. “Era um barulho bonito, com sons diferentes, psicodélico.” (Iggy Pop sobre o Neu!) 





Faust – Som experimental, na didade de Wumme , tiravam som de tudo o que era das fábricas, lembrando um pouco as vanguardas do Futurismo. Faziam esse tipo de som, pois o Rock n Roll não era suficiente para expressar os problemas da época. 





Kraftwerk Não eram como o “Kraut” tradicional.Tinham a influência de tudo o que está ao redor.   Gravaram vários álbuns no Elektro Müller (primeiro estúdio onde o Kraftwerk gravou e onde a banda surgiu) inclusive o Autobahn, que tinha como influência o que acontecia nas estradas alemãs (carros correndo acima da velocidade, acidentes, motos...) e o álbum Radioactivity. Se auto denominavam os trabalhadores da música. Hoje em dia possuem um estúdio próprio, o Kling Klang, que fica num local secreto. Neste estúdio eles fazem as gravações e experimentações, a ideia é cortar todas as influências externas para não influenciar o trabalho deles. "Não há separação entre o ser humano e a tecnologia, os dois se pertencem como uma unidade”.






 Estilos por região:
Cada região desenvolveu sua cena musical particular, interpretando a estrutura musical do Krautrock de maneira diferente.
Por exemplo, a escola de Berlim incidiu sobre o “astral”, sintetizadores, experimentações estranhas, eletrônicas e ácidas (exemplo de bandas berlinenses: Ash Ra Tempel, Agitation Free, Mythos, The Cosmic Jokers, Kluster).
Em Munique a cena tinha influência oriental, do rock psicodélico e do Folk rock (Popol Vuh, Amon Düül, Gila, Guru Guru, Witthuser & Westrupp).
As cenas underground de Cologne e Dusseldorf focou no que estava acontecendo como o Rock Político, a eletrônica, ritmos pulsantes (Floh De Cologne, La Dusseldorf, Neu!, Can).

Festivais: 
- O Internacional Essen Songtage 1968
Também abreviado como IEST, foi um festival de rock, pop, canção popular, música underground, cabaret e poesia, de 25 a 29 Setembro de 1968, aconteceu em Essen. O IEST  abriu espaço pela primeira vez para bandas da Alemanha tocarem diante de um grande público, com cerca de 40 mil espectadores. É considerado o nascimento do rock independente alemão. Foi em seu tempo o maior festival europeu de música popular. Em cinco dias, os espectadores assistiram shows com mais de 200 artistas. Houve concertos, eventos multimídia e discussões.
Guru-Guru, Tangerine Dream e  Xhol Caravan subiram ao palco, ao lado de atrações internacionais como Frank Zappa e seu grupo The Mothers of Invention, The Fugs, Family ,Julie Driscoll entre muitas outras.
Uma das bandas que tocou no festival era a político/musical comunista chamada Amon Düül, que algumas horas antes do show se dividiram em duas,sendo então Amon Düül I e Amon Düül II.

- Woodstock Alemão
A cidade de Essen, na Alemanha, sedia o Burg Herzberg Festival, famoso evento musical hippie realizado desde 1968. Apesar de a maioria do público ser formada por jovens, é muito comum encontrar hippies da velha guarda. O clima é de Woodstock: shows ao ar livre, barracas de camping e uma programação extensa.
Este festival é ativo desde 1968 e é baseado nos preceitos do movimento hippie, mas hoje em dia, focados em mundo ecologicamente muito melhor, tendo como principal objetivo a “Paz & Amor” tão sonhada desde os primórdios do movimento, na década de setenta.Na sua edição de 1970,teve a presença de Amom Düül,Can ,Faust, Guru Guru,entre outras bandas do movimento Kraut.

Curiosidades : 

 - Em 1978, David Bowie chega a Almenha para gravar com Brian Eno (Produtor musical, músico e compositor, foi um dos maiores responsáveis pelo desenvolvimento da ambient music. Famoso pelo uso de sintetizadores em suas produções.) que produziu os três álbuns da chamada "Trilogia de Berlim" (ou "Trilogia eletrônica") de David Bowie: Low, Heroes e Lodger , álbuns de Kraut. O álbun Heroes, é inteiramente gravado com artistas do Krautrock.
- Krautopia, resgate do Kraut nos dias de hoje,pelos jovens alemães. É um projeto muito criticado pelos músicos que viveram o movimento, pois não remetem ao antigo Kraut.A principal reclamação dos músicos, é que os jovens de hoje em dia,não tem do que reclamar,protestar ou dizer sobre a atual Alemanha. No nascimento do movimento Kraut, a Alemanha estava em ruínas com a Segunda Guerra Mundial, e a vergonha do país era o nazismo e Hitler,assunto que ninguém tinha coragem de dizer,conversar ou debater.
- "Estilisticamente, é impossível definir o krautock, tamanha sua variedade de sons e estilos. Num disco do Neu! ou do Can, por exemplo, é possível identificar ecos do pré-punk de Stooges, experimentos com eletrônica, mantras repetidos à exaustão, e pirações que lembravam as viagens de um Captain Beefheart. Era o rock mais livre do mundo. O impacto do krautrock foi imenso. Howard Devoto, fãzaço do Neu!, saiu do Buzzcocks decepcionado com o punk e fundou o Magazine. John Lydon largou o Sex Pistols e criou o Public Image Ltd., basicamente a sua versão para a música do Can, por quem era fanático.A lista é imensa: de Fugazi a Sonic Youth, de Horrors a My Bloody Valentine, de Mission of Burma a Simple Minds (acredite!), todo mundo bebeu no krautrock.Quer exemplos mais concretos? Então ouça “Mushroom”, do Can, e compare com “Last Living Souls”, do Gorillaz; ou o primeiro disco do Neu! seguido por “Embryonic”, do Flaming Lips. Ouça qualquer disco do Radiohead pós-“Kid A”. É krautrock puro."  - André Barcinsky ( Jornalista da Folha)
Livros sobre Krautrock:


Das Buch der Neuen Pop Musik (O Livro da Nova Música Pop) – Rolf Ulrich Kaiser, Econ Verlag, 1969;

                                                                                                          
Summer of Love – Psychedelische Kunst der 60er Jahre (Verão do Amor – Arte Psicodélica dos Anos 60), Katje Cantz;


 Krautrocksampler - Julian Cope, Head Heritage, 1995;
Cope era obcecado por grupos como Can, Faust, Neu!, Kraftwerk, Ash Ra Tempel, Amon Duul, Tangerine Dream, Popol Vuh e tantos outros, e resolveu contar a história desse importante movimento musical. Naquela época, havia pouquíssima literatura sobre o tema. Os músicos que viriam a formar esses grupos cresceram nos escombros da Segunda Guerra, lidando com a sombra de seu passado nazista e a necessidade de criação de uma “nova” Alemanha. Muitos partiram em viagens radicais. Estudaram música dodecafônica, piraram com os experimentos sônicos de Stockhausen e Sun Ra, e renegaram o comercialismo do pop. Ao mesmo tempo, eram fanáticos por Velvet Undergound, Stooges e Frank Zappa, e sonhavam em fazer rock diferente do que ouviam nas paradas inglesas e americanas. No livro, Cope cita outra influência marcante para essa geração: o The Monks, uma banda de garagem formada por militares americanos em serviço na Alemanha nos anos 60.



Krautrock: Cosmic Rock and its Legacy -  Nikolaos Kotsopoulos, Black Dog Publishing, 2009;


Cosmic Rock and its legacy, superiormente editado por Nikolaos Kotsopoulos, versa sobre o fenómeno que marcou o final dos anos 60 e os anos 70 da música alemã e que pariu bandas tão essenciais como os Can, os Faust ou Amon Düül I.Para além de perfis dos principais nomes que materializaram o krautrock, Krautrock Cosmic Rock and its Legacy explora o contexto histórico e social que deu origem a um dos períodos musicais mais férteis da história e ainda se debruça nas editoras e produtores que marcaram o gênero.

Krautrock no Brasil:
  O rock cósmico produzido pelas bandas kraut arrebanhou muitos fãs também no Brasil. Dentre os grupos alemães preferidos dos jovens brasileiros já figuravam o Kraftwerk – mito máximo gerado no Krautrock e o Triumvirat.

 O Triumvirat chegou a emplacar vendagem representativa de seu terceiro LP, o Spartacus, de 1975, que trazia uma capa que fez história na cena pop, com um ratinho branco, que era a "marca" do grupo, dentro de uma lâmpada.
Os brasileiros amantes do rock progressivo e do Krautrock alemão tinham seu próprio nicho na mídia durante a década de 1970. A rádio carioca Eldo Pop (Eldorado) apresentava regularmente em seu repertório faixas do Triumvirat, do Tangerine Dream e, claro, do Kraftwerk.
 Na maior emissora do país, havia o programa vespertino Sábado Som, produzido por um mestre do jornalismo musical, Nélson Motta.
Nos maiores periódicos brasileiros, jornalistas como Ana Maria Bahiana, Tárik de Souza e Ezequiel Neves informavam com conhecimento de causa e sem preconceitos sobre o mundo do rock que explodia mundo afora.

Karlheinz Stockhausen:
Nascido em 1928, Stockhausen teve uma formação não tradicional. Estudou com Olivier Messiaen (místico francês) e cresceu com um novo grande fluxo de compositores experimentais, como Pierre Boulez, Karel Goeyvaerts and John Cage.
Em 1958 já fazia algumas proposições fora dos padrões musicais da época,como posicionar os músicos e a plateia em formações estranhas. Às vezes o público cercava os músicos, às vezes os bancos de alto-falantes “jogavam” a música longe dos ouvintes, mas sempre com a proposta de algo novo, de uma nova experiência.
 Stockhausen e sua música foram controversos e influentes. As obras Studier I e II(especialmente a segunda) tiveram uma grande influência no desenvolvimento da música eletrônica nas décadas de 1950 e 1960, particularmente nos trabalhos de Franco Evangelisti, Andrzej Dobrowolski e Włodzimierz Kotoński (Skowron 1981, 39).
 A influência de Kontra-Punkte, Zeitmasse e Gruppen pode ser observada no trabalho de diversos compositores, incluindo obras de Igor Stravinsky como Threni (1957-1958) e Movements para piano e orquestra (1958-1959). Músicos de jazz como Miles Davis (Bergstein 1992), Cecil Taylor, Charles Mingus, Herbie Hancock, Yusef Lateef (Feather 1964) e Anthony Braxton (Radano 1993, 110) citaram Stockhausen como uma influência, assim como artistas do rock como Frank Zappa, que reconhecem o compositor em seu álbum de estréia com o Mothers of Invention, Freak Out! (1966).
   Os Beatles incluíram uma imagem do compositor na capa de seu álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, de 1967. O maestro brasileiro Rogério Duprat foi seu aluno e pioneiro da música eletrônica no Brasil. Richard Wright e Roger Waters do Pink Floydtambém consideram Stockhausen como uma influência (Macon 1997, 141).    
  Os fundadores da banda Kraftwerk estudaram com Stockhausen (Flur 2003, 228). Mesmo artistas mais atuais como a cantora Björk, Thom Yorke e Trent Reznor também citam o compositor. Mesmo com a sua música diferente ele conseguiu alcançar fama internacional,inspirando muitos artistas alemães orientais.


Integrantes:
Ariadne Andreuccetti, Daniella Yuhara e Eliza Groshevicz



segunda-feira, 16 de abril de 2012

Musica Eletroacustica!? - O Conceito

                                  Por: Bruno Gonçalves, Lucas Baratieri e Fernando Botelho
  • Musica Eletroacustica - O Conceito

A história da música eletroacústica tem seu marco inicial em outubro de 1948 com a difusão do Concert de Bruits pela Radiodiffusion-Télévision Française, RTF. As obras apresentadas eram uma série de pequenos estudos musicais realizados por Pierre Schaeffer na RTF e que refletiam seu interesse pelo som e suas propriedades musicais e acústicas, investigadas desde 1942 no Studio d’Essai (que em 1946 passaria a se chamar Club d’Essai), dirigido pelo próprio compositor. O material utilizado por Schaeffer eram gravações de sons de origens diversas (passos, vozes, máquinas), que eram posteriormente trabalhados e remontados no estúdio. Schaeffer iria cunhar o termo musique concrète em 1948 para designar essa música realizada a partir do material sonoro gravado e trabalhado experimentalmente por meio de montagens, colagens e outros tipos de transformações (por oposição a uma concepção tradicional de música que partia de abstrações sonoras preconcebidas, as quais podiam ser notadas em uma partitura e realizadas posteriormente por meio de instrumentos musicais).

Na mesma época Werner Meyer-Eppler, foneticista e especialista em acústica do Instituto de Fonética da Universidade de Bonn, Alemanha, realizava experiências com síntese sonora, ao mesmo tempo que especulava sobre sua possível aplicação em música. Em 1951, Meyer-Eppler e o compositor Herbert Eimert juntaram-se a Robert Beyer, da Nordwestdeutscher Rundfunk, NWDR, para criar o estúdio de Colônia onde se desenvolveria a elektronische musik (música eletrônica). Embora usassem técnicas de gravação e montagem semelhantes às realizadas nos estúdios da RTF em Paris, essas técnicas eram aplicadas apenas a sons de origem eletrônica, gerados por osciladores elétricos.


  • O Processo de criaçao da musica eletroacustica



O material sonoro (basicamente ondas sinusoidais e ruídos) era manipulado por meio de processos de síntese, modulação de amplitude, filtragem e reverberação e, depois, fixado em fita magnética. Data de 1897 o mais antigo instrumento musical electroacústico. Foi um a invenção de Thaddeus Cahill, conhecida como Dinamofones ou Telarmonio. A máquina consistia num dinamo eletrico, associados a indutores eletromagneticos capazes de produzir diferentes frequências sonoras. Estes sinais eram comandados por um teclado e um painel de controlos e difundidos pela linha telefónica, cujos terminais estavam equipados com amplificadores acústicos.

A imagem a direita mostra o primeiro "Instrumento" Eletroacustico. O console de um telarmónio de Thaddeus Cahill, 1897.  

  • Exemplo de Console eletroacustico

  1. http://www.youtube.com/watch?v=ENSxVi6VG2E&feature=related
  2. http://www.youtube.com/watch?v=hhky-bzCO6Q&feature=fvwrel
  3. http://www.youtube.com/watch?v=vCK--bs6FYY&feature=related



  • A Musica Eletroacustica no Brasil???




No Brasil, as experiências eletroacústicas iniciam com o compositor Jorge Antunes que constrói seus instrumentos e cria as primeiras obras eletrônicas:Pequena Peça para Mi Bequadro e Harmônicos (1961) e Valsa Sideral (1962). É bem verdade que antes, mais precisamente em 1956, o compositor Reginaldo de Carvalho, torna-se o primeiro brasileiro a criar uma peça eletroacústica. Reginaldo compõe em Paris Sibemol, consistindo em um estudo para microfones com sons captados de dois pianos, matéria plástica esticada e tamborim. De volta ao Brasil, Carvalho assume a direção do Instituto Villa-Lobos, no Rio de Janeiro, um importante centro para pesquisa e divulgação da música contemporânea. Neste Instituto Jorge Antunes encontra espaço para dar continuidade a suas pesquisas em música eletroacústica.Em 1965 ele inicia as pesquisas no domínio da correspondência entre os sons e as cores e compõe uma série de trabalhos a que intitula de cromoplastofonias, para orquestras, fitas magnéticas, luzes, usando também os sentidos do olfato, do paladar e do tato. Entre 1966 e 1967, o Cláudio Santoro compõe Aleatórios I, II, III para fita magnética.



Na Imagem a baixo, Jorge Antunes no seu Laboratorio de criaçao musical.





  • Principais Obras Eletroacusticas.